Bradesco corta projeção do PIB de 2022 e aumenta projeção da inflação. Entenda!

Escrito por  José Carlos Sanchez Júnior  |  News  |05/02/2022



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Na última terça-feira (01) o Bradesco reviu o cenário da economia brasileira, e fez novas projeções acreditando em um PIB menor e uma inflação maior, acima do teto da meta traçada pelo Banco Central.

Bradesco

Bradesco nova projeção

O Bradesco revisou suas projeções acerca da economia brasileira para o ano de 2022. O banco cortou as projeções para o PIB deste ano, assim como elevou as perspectivas da inflação para acima do teto da meta.

De acordo com os economistas do Bradesco, problemas climáticos afetaram a safra de grãos esperada para esse ano, e por isso, além de pressionar a inflação no curto prazo, devem diminuir a contribuição positiva do setor agrícola para o PIB.



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Segundo estimativas do Bradesco, o PIB deverá crescer 0,5% neste ano. Até então os economistas esperavam um crescimento de aproximadamente 0,8%. Quer saber mais sobre as novas projeções? Continue mais 3 minutinhos por aqui.

Novas projeções acerca da economia brasileira

Segundo o Bradesco, mesmo que o crescimento tenha apresentado recuperação moderada no final de 2021, os dados internos da instituição confirmam perda de tração na virada do ano.



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Eles notaram que os dados efetivos do quarto trimestre de 2021 mostraram uma certa resiliência dos investimentos e do consumo das famílias. No entanto, o relatório destaca que neste primeiro trimestre serão observados os efeitos crescentes da política monetária.



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De modo geral, o Bradesco espera um recuo de 5,2% na formação bruta de capital fixo no ano de 2022. Além disso, a expectativa é que o consumo das famílias deve desacelerar para 0,7% ainda neste ano.

Novos desafios mundiais para 2022

De acordo com a revisão do Bradesco, a disseminação da variante ômicron do coronavírus trouxe novos desafios para as cadeias globais e a esperada desinflação vinda dos preços de commodities não deve acontecer no curto prazo.



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O relatório ainda aponta para um quadro mais pressionado para a inflação, sendo que os economistas do Bradesco observam que os núcleos de inflação seguiram em aceleração, sem sinais de descompressão em bens industriais ou serviços.

O Bradesco também elevou sua projeção para o Índice Nacional de Preços ao Consumidor Amplo (IPCA) deste ano de 4,9% para 5,4%. O valor projetado está, portanto, acima da meta da inflação estipulada em 5%.



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De acordo com o relatório, há riscos altistas sendo monitorados, além dos preços das commodities internacionais, como o tamanho da redução da safra de grãos na Região sul, bem como o repasse das cadeias industriais para o consumidor final.



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Aumento na taxa Selic para 2022

O Bradesco também acredita que o Banco Central deverá elevar a taxa Selic para 12,25% no pico do ciclo de aperto monetário. Afinal, as expectativas de inflação continuam desancoradas com a mediana acima do teto da meta.

De acordo com os economistas do Bradesco, a Selic deverá ser mantida em nível significativamente contracionista até que haja sinais claros de desinflação e que as expectativas convirjam para a meta.

Eles também acreditam que a Selic deverá se manter elevada por mais tempo. Segundo as projeções, a Selic deverá alcançar a máxima de 12,25% durante o ano, e no final de 2022 cair para 11,75%.



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Aperto monetário gera mais desemprego

Se por um lado o aperto monetário tem como objetivo desinflacionar a economia, por outro ele gera ainda mais desemprego no país. Afinal, com a taxa Selic alta, há menos estímulos na tomada de dinheiro emprestado para investir na produção.

Até porque, as pessoas se sentem mais motivadas a poupar dinheiro e isso faz com que o consumo tenha queda. Então vira um efeito dominó, onde o comércio vende menos, compra menos da indústria, que reduz a produção e desemprega.

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